ENARE · 2025 · Pediatria · Neurologia Pediátrica
Um escolar de 7 anos está sendo atendido no setor de emergência com história de ter iniciado, 5 minutos antes, episódio de tremores no corpo, repetitivos, com saída de baba pela boca e olhos virados para cima. Próximo à chegada ao hospital, parou de tremer. Antes do episódio, a criança estava brincando sentada no sofá, quando tombou já tremendo, sem cair no chão. Não consumiu alimentos ou bebidas, nem tem história de doenças ou crises anteriores. O exame físico mostrou apenas perda da consciência e presença de urina na roupa. A conduta imediata deve ser:
A
medicar com benzodiazepínico, buscando evitar que a crise se repita;
Medicar com benzodiazepínico pode ser uma opção em crises convulsivas, mas não é a conduta imediata ideal sem avaliação prévia do paciente.
B
indicar a internação, uma vez que não há história prévia de crises;
Indicar a internação pode ser necessário, mas não é a primeira ação a ser tomada imediatamente após a crise.
C
monitorar os sinais vitais e ter atenção com as vias aéreas;
Monitorar os sinais vitais e ter atenção com as vias aéreas é a conduta correta, pois garante a segurança da criança após a crise.
D
liberar a criança e orientar os pais, uma vez que a crise cessou;
Liberar a criança sem monitoramento não é seguro, pois pode haver risco de novas crises ou complicações.
E
realizar punção lombar visando a afastar infecção do sistema nervoso.
Realizar punção lombar não é indicado neste momento, pois a prioridade é estabilizar a criança e monitorar sua condição.
Pontos-chave
Importância da avaliação dos sinais vitais após convulsão. Segurança das vias aéreas é crucial em pacientes com perda de consciência.
Pegadinha
A crença de que a medicação imediata é sempre necessária após uma crise convulsiva.
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